Especiais com pisos variados, poeira, pedras, calor e muita emoção, a etapa mineira do Campeonato Sul Americano, Brasileiro e Mineiro de Rally de Velocidade, foi um sucesso de público. Cerca de vinte mil pessoas, entre parque de apoio e especiais, assistiram os carros do rally levantarem poeira nas estradinhas históricas da região, no Circuito Ouro Branco – Ouro Preto.
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A etapa contou com 37 duplas, das quais 09 estrangeiras, sendo 20 duplas inscritas para o CODASUR, 21 para o Brasileiro e 18 para o mineiro. A Equipe FIAT/SINAL BH/STOLA/SOCORRO SAVASSI, comandada pelo piloto Eduardo Cunha, iria estrear o novo Palio Abarth Rally 2008, mas por um motivo burocrático a comissão técnica não homologou seu novo Palio. O comunicado oficial dos comissários da CODASUR e CBA, sobre o impedimento da participação do novo Palio no Rally de Ouro Branco, só saiu na noite de sexta-feira (dia 21). Com a incerteza, a equipe se antecipou e preparou seu antigo Palio para a prova. “Só acertamos o que chamamos de perfumaria do carro, que são os cintos de segurança, bancos, etc., mas também estávamos prontos para largar com o novo Palio 2008, caso a decisão da CBA fosse favorável”, argumentou Cunha. Foi uma etapa das mais difíceis dos Campeonatos, com várias baixas no primeiro dia. Édio Füchter, piloto da categoria N4, definiu o Rally de Ouro Branco completo e difícil. “São mais de 400 km, muitos deslocamentos, o que foi difícil para todos. Especiais sinuosas, apertadas com pisos bem variados”, explicou Füchter. O Palio de Eduardo Cunha teve problemas logo após o controle de chegada da primeira especial. Mesmo com problemas, fez o terceiro melhor tempo. O navegador Eduardo Soneca ressalta que a etapa teve trechos longos e difíceis, que exigiu muita atenção dos navegadores, além de um maior e constante desempenho do carro. "Lamento muito o ocorrido, pois estávamos indo muito bem na prova de ontem, mas quebra de peças do carro podem acontecer eventualmente", afirma o navegador. Apesar de ter sofrido penalidade por ter tido seu carro quebrado no primeiro dia do I Rally Internacional de Ouro Branco, o experiente piloto mineiro Eduardo Cunha, teve um bom desempenho no segundo dia de competição, disputando simultaneamente a 6ª etapa dos Campeonatos Brasileiro e Sul Americano, ao lado do navegador Eduardo Soneca. Os 17 quilômetros da primeira especial de hoje, Cristaliano, foram concluídos pelo piloto em 12 minutos e 18,7 segundos, o que lhe rendeu a segunda posição na categoria A6. Já a segunda especial do dia (oitava do campeonato), que teve 11,65 quilômetros de extensão, deram ao piloto a primeira posição na categoria, com o tempo de 8 minutos e 50,8 segundos. Segundo lugar na categoria também foi conquistado na terceira especial do dia, no trecho Cristaliano II, também com 17 quilômetros. A penúltima especial, realizada no trecho Tiradentes II, com 11,65 quilômetros de extensão, foi concluída em oito minutos e 39,8 segundos, dando à equipe a segunda posição. A dupla mineira teve desempenho ainda melhor na última e mais longa especial da etapa, com 27,25 km, realizada no trecho Miguel Bournier/Itatiaia. O tempo de 22 minutos e 11,5 segundos rendeu a primeira posição à equipe. Para Cunha, no rally de velocidade, todos correm o risco de falhas mecânicas e quebras, especialmente durante provas longas e com uma grande diversidade de pisos. "Isso pode acontecer com qualquer um de nós. Temos que saber conviver com os imprevistos, pois faz parte do rally. Infelizmente, por causa disso, ficamos fora do Mineiro, no qual temos mantido boa performance há vários anos. Continuaremos trabalhando sempre, aproveitando experiências vividas, para ter um desempenho cada vez melhor. É isso que importa, e nos faz crescer como uma verdadeira equipe", diz o piloto. Competir em Ouro Branco foi para Eduardo Cunha motivo de muita emoção. "Melhor que ganhar um campeonato, foi receber o carinho espontâneo, não só da população, mas também de um grupo de pessoas muito especiais que me homenagearam com uma escultura feita em pedra-sabão, feita pelo escultor Maurício Ângelo. Isso foi maravilhoso! São gestos como esse que fazem a diferença na nossa vida, e nos mostra que as dificuldades e lutas não são em vão.” Na pedra bruta, o escultor Maurício Ângelo, esculpiu uma mão segurando uma montanha, da qual saia um Palio. Pedro Pinto Chaves, idealizador e representante do grupo, entregou ao piloto a peça, onde tem também uma placa gravada. “Essa escultura simboliza a sua mão Cunha: a mão que constrói, que protege, que suporta. A mão que guia e faz brotar com garra e determinação, das montanhas mineiras, um carro campeão, elevando a força da FIAT em nosso Estado”, completou Pedro Chaves. A equipe Eduardo Cunha tem patrocínio oficial FIAT, Sinal BH, Stola do Brasil e Socorro Savassi. Apoio: Selènia, Áustria Bier, Carrefour e Studio Cerri. Assessoria de Imprensa Eduardo Cunha Recomende essa notícia... |