Chuva, sua linda!

A protagonista do fim de semana em Aragón jogou no chão quem duvidava da força da natureza

Não se deve brincar com a natureza, apesar de o nosso planeta ser ideal para a vida de homens e animais, as intempéries sempre mostram aos descuidados habitantes quem realmente manda. Nessa etapa da MotoGP, quem duvidou, dançou, e começou cedo.

Logo nas primeiras voltas, Valentino Rossi tomou um dos maiores tombos da carreira, bateu a cabeça e passou o domingo e a segunda-feira fazendo tomografia. Ficou fora da luta pela ponta da corrida e a vice-liderança do campeonato e deixou todos preocupados. Ele passa bem e já esta de volta às atividades.

Não foi diferente com os dois pilotos da Honda. Em uma demora tática incompreensível, Marquez e Pedrosa arriscaram continuar a correr na pista molhada com pneus slick. Os outros pilotos, que não tinham nada a perder e que optaram pela segurança em detrimento do risco, logo trocaram suas motos e voltaram para a batalha, e nessa onda entrou o Jorge Lorenzo.

Com a Yamaha andando muito bem e com pneus ideais, ele logo alcançou os dois compatriotas e não teve grandes problemas em ultrapassá-los. Agora, o que não entra em minha cabeça é o fato da gigante Honda querer ir contra tudo e todos e manter os dois patetas na pista.

Pode até ter sido opção dos pilotos, vá lá, mas todos os outros eram de 2 a 3 segundos mais rápidos com pneus ideais, e a corrida estava na metade. Claro que aconteceu o óbvio, primeiro foi Pedrosa que se estabacou no chão e logo depois Marquez, líder do campeonato e provável campeão do ano. Ele se esfregou como o Bob Esponja na pista dessa que é uma comunidade autônoma dentro da Espanha, e proporcionou a mais ridícula cena de um piloto, tentando levantar sua moto para seguir na corrida.

Não era de se duvidar que um piloto, cujo corpo mais parece um chassi de grilo e que mal agüenta carregar o sqeeze do patrocinador, não tivesse forças para levantar uma moto de quase 3 vezes seu peso. O resultado foi ficar na parte de baixo da zona de pontuação, não que isso venha a prejudicar a conquista do campeonato, mas mexe com o emocional de se entrar em uma reta de decisão e se mostrar impotente diante de um revés como esse.

Quem não tinha nada com isso e fez a coisa certa foi o Lorenzo, trocou de moto no momento certo, partiu pra cima e venceu, entrou na briga pelo vice e foi o protagonista principal do pódio sem nenhuma moto Honda e com dois coadjuvantes que começam a dar trabalho: o também espanhol e piloto da Yamaha satélite Aleix Espargaró e o inglês da Ducati Cal Crutchlow.

Essa turma se reúne daqui a duas semanas em Motegi, no Japão. Com 100 pontos em jogo e a confortável diferença de 75 para o segundo colocado, Marquez tem grandes chances de fechar o campeonato na corrida nipônica. Mas antes, quem visita a terra do sol nascente é a Fórmula 1 já nesse fim de semana, em uma corrida que promete mais novidades de bastidores do que na pista. Segundo alguns passarinhos que piaram hoje na minha janela, pode ser anunciada a saída de Alonso (falam em McLaren e Red Bull) e a vinda de Vettel para o time italiano. É esperar para ver!

Coluna do Borracha

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Texto: Eduardo Abbas

Fotos: MotoGP.com