Coluna do Borracha – Raiva, choro e sono

As duas mais importantes categorias do automobilismo tiveram mostraram sensações idênticas.
Domingo foi um dia, para quem mora em São Paulo, não tirar a bunda do sofá. O frio que fez na capital paulista e a programação de esportes a motor na televisão evitaram que muita gente ousasse tirar o nariz pra fora de casa. Até porque as duas corridas mais tradicionais do mundo acontecem no mesmo dia, com algumas horas de diferença, mas com o mesmo charme dos 85 anos de Mônaco e os 103 anos de Indianápolis. Só faltou combinarem com os pilotos para que esses dois marcos do esporte no planeta não se transformasse em sonífero.

Na Europa, a corrida que foi logo de manhã só mostrou a imensa, enorme, gigantesca, abissal diferença entre a equipe Mercedes e o resto. Ninguém teve a menor chance de tirar os dois lugares do pódio dos pilotos da equipe alemã, só no fim da corrida um tal Daniel Ricciardo achou de pentelhar um pouco um Lewis Hamilton nervoso e grosseiro com a equipe. Ele ficou assim por alguns motivos claros: os alemães vão ajudar o alemão, as táticas são para os dois, a pista não ajuda nas ultrapassagens e, verdade seja dita, ele tomou um sacode enorme do Nico, que não quis nem saber, ganhou no principado pela segunda vez na carreira e no ano e voltou a liderar o campeonato.

Mesmo com toda essa “ajuda” da equipe, vai ser uma questão de tempo Hamilton superar Rosberg, o inglês é mais piloto, tem mais garrafa vazia pra vender e já conquistou brilhantemente um título mundial. Enquanto isso, ele vai colocando as barbas de molho e esperando dias melhores na categoria. Mesmo assim, a corrida deu sono, foi chata e quase sem disputa. Mas lá é isso, largou, se não passar logo vai de trenzinho até o fim, a não ser que o carro da frente tenha problemas, com foi o caso do Bottas. Aliás, um grande motivo de preocupação ver o imbatível e inquebrável motor Mercedes fumar, enfim, coisas de corrida.

Quem também deu muito sono, agora já no inicio da tarde, foi a disputa das 500 milhas de Indianápolis. Corrida em oval é mesmo pra quem gosta, mas as primeiras 150 das 200 voltas, nem bandeira amarela teve, aí não tem cristo que agüente mesmo. Depois disso, parece que todo mundo acordou, aconteceram mais algumas bandeiras amarelas e nas ultimas 8 voltas, depois de uma bandeira vermelha, o bicho pegou! Numa tática inteligente, Ryan Hunter-Reay deixou, faltando duas voltas, o Helinho ultrapassar, tomar a ponta e não fugir, depois deu o troco e arrancou para uma vitória, que se não foi soberba, deixou o brasileiro absolutamente desolado, que chorou copiosamente sentado for a do cockpit do seu carro.

Coisas da vida, um grande exemplo de luta para pilotos de outras categorias, que preferem ver a banda passar a saber fazer a hora, não esperar acontecer. Eu vou ficando por aqui, no fim de semana tem MotoGP na Itália e, será que Marquez continua mandando? A conferir!

A gente se encontra na semana que vêm!

Beijos & queijos

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