Dupla brasileira aproveita a tradição em Bungee Jump da Nova Zelândia, e salta para tirar a tensão pré-raliNos últimos dias, a dupla Paulo Nobre/Edu Paula (Link Investimentos), que se encontra na Nova Zelândia para disputar a terceira etapa do Campeonato Mundial Rally, válida para a categoria P-WRC, se concentrou no levantamento das especiais e no Shakdown. Porém, assim que terminou de cumprir seus compromissos no rali, Paulo e Edu partiram para um novo desafio: Saltar de Bungee Jump.
“Vir para o outro lado do mundo e não fazer um Bungee Jump não fazia o menor sentido. O bom é que deu uma super descarga de adrenalina, que ajudou a relaxar para a prova propriamente dita”, afirmou o piloto, que saltou segurando a bandeira do Palmeiras e foi acompanhado por seu navegador, Edu Paula.
Palmeirinha também contou como foi o reconhecimento do trechos e o Shakdown.
"Não vou ficar aqui falando que as Especiais são super difíceis e sem gordura para queimar, pois já percebi que todas as provas do Mundial são assim. Cada uma com sua característica. Depois de dois dias de levantamento, o que posso dizer é que o rali daqui não é famoso e tradicional por acaso. A prova é linda, mas bem traiçoeira. As especiais combinam partes de altíssima velocidade com outras bem sinuosas e curvas de baixíssima velocidade. Quando a gente vem de uma parte de alta para uma de baixa, se não prestar atenção, o rali acaba ali mesmo! O trecho é bem estreito e o piso muito bom, porém muito liso pela quantidade de britinha solta, que é outra característica marcante aqui. Outro detalhe interessante é que as estradas não tem uma parte reta, ou seja, elas são feitas em em “duas águas” como um telhado. Essa inclinação ajuda muito em uma curva pois dá mais velocidade, entretanto, se for rápido de mais e você passar o cume e escorregar par o outro lado da estrada, é “game over”.Fora isso, 70% das curvas não tem área de escape. Você cai em um barranco, não muito alto, normalmente uns três metros, mas o suficiente para não conseguir mais tirar o carro. Durante o levantamento, ficamos meio nervosos, mas o importante é manter a concentração e acelerar o que der", contou Paulo Nobre, que mais uma vez teve de realizar o levantamento dirigindo um carro que tem o volante posicionado do lado direito.
Já o Shakdown, que foi realizado a bordo de seu Mitsubishi Lancer Evolution X, ocorreu em um percurso de asfalto de 1,5 km. O trecho também será usado como Especial em um dos dias do rali.
"O shakdown foi bem divertido. Pendular no asfalto, usando freio de mão, acelerando nas curvas e cantando pneu, foi muito louco. Nem sei se ganhei tempo, mas adorei!Agora, por mais que lá seja uma das especiais do rali, não deu para testar e nem acertar nada para uma prova que será realizada na terra", concluiu Nobre.
Foto: Divulgação




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