| Outro dia eu estava no Guarujá e vi passar Osmar Santos, um dos principais locutores do Brasil no passado, que foi mais uma vítima do trânsito. Por ter perdido massa encefálica, hoje tem dificuldades para falar e andar. Sua imagem frágil me impressionou e me lembrei de outros acidentes famosos. |
No dia 29 de abril de 1991, por volta das 7:30 da manhã, na BR 280, no Paraná, morreu o cantor e compositor Gonzaguinha. Seu Monza bateu de frente numa caminhonete que tentava cruzar a pista. O cantor morreu na hora.
Em 29 de março de 1993, morreu o cantor Jessé, de 41 anos. Ele perdeu o controle de seu Escort XR3 em Ourinhos, no interior de São Paulo. No mesmo acidente morreu o bebê de sua mulher, que estava grávida.
Em 12 de setembro de 1997, faleceu o também cantor João Paulo, que fazia dupla com Daniel, na rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo. O BMW do cantor capotou várias vezes e pegou fogo. João Paulo ficou preso nas ferragens e foi carbonizado.
O trânsito mata aos milhares. Não poupa ninguém, nem mesmo os ricos e famosos. Juscelino Kubitschek morreu de acidente. Os jogadores de futebol Denner e Roberto Batata também. Os atores Grace Kelly e James Dean, mundialmente conhecidos, foram outras vítimas.
Segundo uma testemunha, pouco antes de morrer, James Dean soltou "um grito suave, a lamúria de um menino chamando sua mãe ou de um homem encarando Deus."
Assim são os carros, máquinas espetaculares e perigosas na mesma proporção. É preciso respeitá-los. Servem ao bem e ao mal, à vida e à morte.
Um abraço do Piloto X. Paz.







