Expedição Antarctica2 inicia aventura para conquistar o Polo Sul

A Expedição Antarctica2 iniciou nesta segunda-feira (24) a aventura que irá conquistar o Polo Sul. A bordo do trator Massey Ferguson MF 5610 Dyna-4, um dos mais potentes da marca equipado com motor três cilindros, o veículo passou por diversas modificações até chegar à versão final. Os testes foram realizados durante seis semanas na base militar de Angers, na França.

O trator será dirigido por Manon Ossevoort, também conhecida como “Garota Trator”, e contará com uma equipe de apoio formada por engenheiros e auxiliares. O MF 5610 foi escolhido dentre todo o portfólio por sua versatilidade, confiabilidade e robustez, afirma Campbell Scott, Diretor de Engenharia de Vendas e Desenvolvimento de Marca da Massey Ferguson.

“Queríamos oferecer aos organizadores da expedição Antarctica2 um trator da série 5600, produzido atualmente e que melhor se encaixasse nos requisitos da aventura, uma vez que ele é leve, fácil de manobrar e compacto”, explica Campbell.

O MF 5610 é equipado com um motor de três cilindros e 110 cv, o mais potente já fabricado pela Massey Ferguson. A escolha do modelo foi para demonstrar a confiança da marca nos veículos de alta potência, equipado com este tipo de motor e disponível aos produtores de todo o mundo.

“Nosso programa de preparação foi norteado por três principais questões envolvendo as difíceis condições climáticas e ambientais da Antártida: baixas temperaturas, terrenos irregulares e a altitude”, explica Campbell.

Com temperaturas entre -40ºC e -50ºC, foram necessárias algumas mudanças na parte técnica do trator. A cabine de vidro foi substituída por uma de policarbonato, que protege melhor contra baixas temperaturas. A cabine também recebeu isolamento adicional e foi instalado um aquecedor Webasto, alimentado pelo fornecimento de combustível do trator, garantindo assim o aquecimento do motorista e da instrumentação. Uma unidade similar, alimentada pelo sistema de aquecimento do motor, também foi instalada no chassi para fornecer aquecimento adicional para à transmissão.

Além disso, foram adicionados um tanque de combustível de 410 litros, um gerador montado no hidráulico traseiro do trator, e pequenas alterações no sistema de abastecimento. O trator irá operar com combustível do tipo jet fuel (querosene), que não cristaliza em baixas temperaturas como o diesel convencional. Foram instalados depósitos de combustível estrategicamente posicionados ao longo linha de alimentação e também um reboque com tanque adicional.

Já no motor, foram adicionados um isolamento adicional sob o capô, grade maior para o radiador – com o intuito de reduzir o acúmulo de gelo -, e a instalação de duas baterias para serviços pesados. “A intenção não é parar o trator em nenhum momento. Durante sua jornada de testes, realizados no frio, na base militar francesa em Angers, demos partida no motor com -50 ºC. Nossa parceira Castrol forneceu lubrificantes especiais que aguentam bem temperaturas tão baixas, com base em sua experiência com equipamentos de construção no Ártico”, afirma Campbell.

Durante as poucas semanas da expedição, MF 5610 passará por tantas adversidades que acumulará horas de operação comparadas a média de um ano de trabalho de equipamento em seu uso diário.

Outro ponto chave que mereceu atenção nas modificações do MF 5610 foram os pneus. Para superar os desafios do terreno, como neve fofa ou gelo espesso, uma boa aderência e tração são fundamentais, além do baixo consumo de combustível. Para isso, a Trelleborg, fornecedora de pneus e rodas desta expedição, identificou a necessidade de pneus que proporcionem uma pegada mais larga e alta deflexão da carcaça em pressões extremamente baixas, combinadas a uma ótima aderência.

Para isso, O MF 5610 foi equipado com pneus de Tração Progressiva, caracterizados por um parafuso duplo especial, que opera no solo em diferentes momentos, progressivamente, liberando maior tração quando e onde necessário. Esse parafuso duplo também proporciona maior capacidade de flutuação aos pneus com baixa pressão.

As simulações, além dos testes internos e externos, levaram os engenheiros da Trelleborg a adaptar o padrão da banda de rodagem dos pneus de Tração Progressiva, reduzindo a altura e a banda para que se adequassem melhor aos solos macios, como os encontrados na Antártida. Enquanto isso foi projetada uma carcaça especial, capaz de operar sob pressões tão baixas quanto 0,3 bar. A Trelleborg também projetou um perfil de aro especial para garantir o posicionamento adequado da tala do pneu, evitando derrapagens e a separação do aro.

“O ponto de partida da expedição será a Base Nova, que fica a 800m do nível do mar. Mas durante o trajeto, o trator chegará a uma altitude de 3.400m, e isso apresenta alguns desafios”, observa Campbell Scott.

Para enfrentar os efeitos deste tipo de altitude, foram feitos testes em regiões como o Colorado, nos EUA, e também nos Alpes Franceses. A principal preocupação depois de realizados é com o turbo compressor, já que ar fica mais rarefeito, com menos oxigênio, o que pode resultar em menos potência, mas nada que afetasse a expedição.

Na cabine, foram feitas algumas modificações para enfrentar os terrenos irregulares, incluindo o encosto mais alto no assento, cinto de segurança de quatro pontos e corrimãos adicionais. Enquanto isso, externamente, uma das mais importantes adições foi à barra projetada para evitar que o trator afunde suas rodas dianteiras em uma fenda no gelo. O trator ainda está equipado com um guincho elétrico, que permite que ele seja resgatado em algumas situações.

A Antártida não possui rede de telefonia móvel. Para que o monitoramento remoto do desempenho do trator fosse possível durante sua jornada, o MF 5610 conta com uma versão especial do sistema de telemetria AgCommand, criado pela empresa controladora da Massey Ferguson, a AGCO.

“Isso permitirá que dados críticos sobre o desempenho do trator, como consumo de combustível, velocidade e temperaturas, sejam retransmitidos para a matriz da expedição e para o site, onde o progresso do trator pode ser registrado e monitorado”, orgulha-se Campbell.

“Com os testes e preparações realizados, estamos confiantes que o MF 5610 será o parceiro perfeito para ajudar a Manon Ossevoort e sua equipe a completarem a expedição Antarctica2”, confirma Campbell.

Os parceiros na expedição Antarctica2 são: Massey Ferguson, Trelleborg, Castrol, AGCO Finance, AGCO Parts, Fuse Technologies e MechaTrac. Exta expedição fará uma tentativa de percorrer 5.000 km ida e volta até o Polo Sul, de novembro de 2014 a janeiro de 2015.

Sobre a Massey Ferguson
A marca Massey Ferguson é líder no mercado brasileiro de tratores há 50 anos ininterruptos. É fabricada pela AGCO, maior fabricante de tratores da América Latina e a maior exportadora do produto do Brasil. Os tratores, colheitadeiras e implementos Massey Ferguson são exportados para mais de 80 países, com atuação destacada nos Estados Unidos, Argentina, Venezuela, Chile e África do Sul. As fábricas no Brasil ficam no Rio Grande do Sul: Canoas (tratores), Santa Rosa (colheitadeiras) e Ibirubá (implementos). Mais: www.massey.com.br

Sobre a AGCO
AGCO (NYSE: AGCO) é uma das líderes mundiais focada na concepção, fabricação e distribuição de máquinas agrícolas. Para apoiar a maior produtividade no campo a AGCO oferece uma linha completa de produtos que inclui tratores, colheitadeiras, equipamentos para fenação e forragem, pulverizadores, equipamentos para preparo de solo, implementos, peças de reposição e sistemas de armazenagem de grãos e produção de proteína.  Seus produtos são vendidos por meio das cinco marcas Challenger®, Fendt®, GSI®, Massey Ferguson® e Valtra® e distribuídos globalmente por uma rede de 3.100 concessionárias e distribuidores independentes, em mais 140 países. Fundada em 1990, a AGCO tem sua sede em Duluth, GA, EUA. Em 2013, a AGCO teve vendas líquidas de U$10,8 bilhões. Mais: www.agcocorp.com